Os
delegados Carlos Seabra e Yvna Cordeiro, designados para investigar a
morte de Erick Gabriel Muniz, de 11 anos, trabalham com a hipótese de
que o óbito foi acidental. Os dois reforçam, no entanto, que a tese não é
conclusiva e sua confirmação vai depender das perícias realizadas pelo
Instituto de Medicina Legal (IML).
A
criança estava desaparecida desde a última segunda-feira (18) e o
corpo foi encontrado nesta sextafeira (22) em um terreno alagadiço, na
zona rural de Pombal, no Sertão. Erick era filho de uma agente
comunitária e teria saído de casa para visitar um amigo, próximo ao
Parque Manoel Arnaud, onde ocorrem vaquejadas.
Segundo
o avô, José Manoel da Silva, a criança precisava de cuidados especiais e
tomava medicamentos. O menino, que era autista, estava sendo procurado
com apoio do Corpo de Bombeiros, Canil e Polícias Civil e Militar. As
buscas estavam acontecendo em matas e no rio Piranhas, que corta o
município.
A
delegada Yvna Cordeiro começou as investigações ainda na quartafeira,
com a oitiva de mais de todas as pessoas que haviam tido algum tipo de
contato com a criança nos últimos dias. “As investigações levaram em
consideração toda a vida da criança, o seu histórico, suas relações
familiares e amigos. Foi levantado tudo isso e feita uma linha do tempo
da última semana até a hora que a criança desapareceu”, disse,
ressaltando que mais de 50 pessoas foram ouvidas, algumas mais de uma
vez. Uma das linhas de investigação aponta para a possibilidade de
afogamento. “O local é um capinzal alagado.
Não
é só água, é esgoto. Tem uma pocilga perto. O mau cheiro se confunde
com o odor do corpo. Precisamos de cautela. Esperamos que em 30 dias as
perícias sejam concluídas e nos sejam remetidas”, pontuou o delegado
Carlos Seabra em entrevista a uma rádio local. Ele disse ainda que é
preciso cautela para que as coisas não sejam feitas de forma açodada.
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