Aguinaldo Ribeiro (PP), André Amaral
(PMDB), Benjamin Maranhão (Solidariedade), Pedro Cunha Lima (PSDB) e
Rômulo Gouveia (PSD) foram os parlamentares que engrossaram o caldo para
que o projeto fosse aprovado por 231 a favor, 188 contra e 8
abstenções.
Os deputados contrários ao projeto foram:
Damião Feliciano (PDT), Luiz Couto (PT), Veneziano Vital do Rêgo (PMDB)
e Wilson Filho (PTB). Efraim Filho (DEM), Hugo Motta (PMDB) e
Wellington Roberto (PR) não votaram.
Pelo projeto, as empresas poderão
terceirizar também a chamada atividade-fim, aquela para a qual a empresa
foi criada. A medida prevê que a contratação terceirizada possa ocorrer
sem restrições, inclusive na administração pública.
Atualmente a legislação veda a
terceirização da atividade-fim e prevê a adoção da prática em serviços
que se enquadrem como atividade-meio, ou seja, aquelas funções que não
estão diretamente ligadas ao objetivo principal da empresa.
Temporário
O projeto que foi aprovado pelo plenário
da Câmara também modifica o tempo permitido para a contratação em regime
temporário dos atuais três meses para 180 dias, “consecutivos ou não,
autorizada a prorrogação por até 90 dias, consecutivos ou não, quando
comprovada a manutenção das condições que o ensejaram”, diz o projeto.
Decorrido esse prazo, o trabalhador só
poderá ser contratado novamente pela mesma empresa após 90 dias do
término do contrato anterior. O texto estabelece a chamada
responsabilidade subsidiária da empresa contratante em relação aos
funcionários terceirizados.
A medida faz com que a empresa
contratante seja “subsidiariamente responsável pelas obrigações
trabalhistas referentes ao período em que ocorrer o trabalho temporário e
em relação ao recolhimento das contribuições previdenciárias”, diz o
texto.
Debate
O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ)
criticou o projeto e disse que a iniciativa vai fazer com que a maioria
das empresas troque os contratos permanentes por temporários. “Essa
proposta tem por objetivo uma contratação mais barata, precarizando e
negando direitos. O próximo passo é obrigar os trabalhadores a se
transformarem em pessoas jurídicas, abrindo mão de férias,
licença-maternidade e outros direitos”, disse.
No início da tarde, o relator Laercio
Oliveira (SD-SE) apresentou o seu parecer e rebateu as críticas. De
acordo com o deputado, o projeto não retira direitos. “Faço um desafio:
apontem dentro do texto um item sequer que retire direitos dos
trabalhadores. Não existe”, disse.
O líder do governo, Aguinaldo Ribeiro,
defendeu o projeto com o argumento de que a medida vai ajudar a aquecer a
economia, gerando novos empregos. “O Brasil mudou, mas ainda temos uma
legislação arcaica. Queremos avançar em uma relação que não tira emprego
de ninguém, que não vai enfraquecer sindicatos. Eles também vão se
modernizar”, disse.
Ofarolpb.com com Agência Brasil