“Aos 71 anos, não posso sequer ter raiva
de ninguém”, afirmou. Acrescentou que se seus adversários quiserem
prejudicar qualquer projeto político seu terá que brigar com o povo.
“Não sei se vou ser candidato. Está muito longe disso, que é a convenção
do partido”, afirmou.
Em sua fala, Lula, ao explicar as razões
de ter assumido o projeto da Transposição, criticou desde Dom Pedro,
que não vendeu a última moeda para tirar a ideia do papel, até os seus
antecessores, que prometeram e não fizeram.
Lula disse que quando assumiu o Governo
começou a pensar na Transposição por causa de Miguel Arraes, que também
sugeriu a ferrovia Transnordestina.
O ex- presidente Lula fez um alerta, em
seu discurso, ao futuro da Transposição. Para ele, a água chegou, mas o
povo tem que cobrar do Governo as medidas para a água chegar até a casa
dos mais necessitados.
“Esta obra tem uma função social, que é
matar a sede do povo. Não é para botar uma bomba lá e usar a água para
irrigar e ganhar dinheiro”, afirmou. Lula alertou ainda para a
paralisação do segundo trecho, o Norte, que estava sendo retomado por
Dilma, mas acabou impedida por ter sofrido um golpe, segundo ele.
O ex-presidente fez duras críticas a
proposta de Reforma da Previdência. “Se eles quiseram ouvir e se
quiseram criar vergonha de resolver o problema da Previdência, só tem
jeito: gerar emprego e aumentar salários. Se eles, diplomados, não sabem
como fazer, aceitem o conselho, porque eu sei como se faz”, assegurou.
Ainda em seu discurso, o ex-presidente
afirmou que o povo sabe o que tentam fazer com ele. “Mas se querem
brigar comigo, terão que brigar nas ruas desse país”, frisou.
Eu sei que o que querem é evitar minha
candidatura. “Eles peçam a Deus para eu não ser candidato, porque vou
lutar pelo povo desse país. Pelo amor de Deus não prejudiquem o povo
MaisPB com Magno Martins