MP investiga responsabilidade da Infraero e da 'Azul' por acidente com passageira deficiente

O Ministério Público (MP) da Paraíba decidiu apurar se a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e a Azul – Linhas Aéreas Brasileiras teriam sido principais responsáveis por acidente sofrido por uma passageira com deficiência  nesta quinta-feira (14) um procedimento administrativo para investigar o caso. . Foi instaurado.

A passageira voltava para a Paraíba, de Salvador, capital do estado da Bahia, onde passou por uma cirurgia. Na conexão do voo, em Recife, ela sofreu um acidente na área cirurgiada que foi provocado pelo cinto de segurança do elevador mecânico da aeronave. O equipamento é usado para que as pessoas com deficiência física possam ter acesso no avião. 

avião. 

A denúncia encaminhada ao órgão ministerial foi constatada pela equipe de fiscais do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do MP que se dirigiu ao aeroporto e ouviu a vítima e os representantes da Azul e da Infraero. De acordo com o fiscal do MP-Procon, Rogério Antunes, a passageira informou que, embora sentisse muitas dores, ela não quis ser socorrida em Recife para não atrasar o voo, já que outros passageiros estavam reclamando. Como foi informada de que o voo duraria 20 minutos, solicitou atendimento médico em João Pessoa. Em sua chegada à capital paraibana, no entanto, não houve um atendimento imediato.

“O fato é que o comandante da aeronave não obedeceu aos procedimentos da Infraero, pois não comunicou à torre de controle que havia uma passageira a caminho de João Pessoa, necessitando de atendimento médico de urgência para que uma ambulância fosse deslocada ao aeroporto Castro Pinto. Só depois que a aeronave aterrizou é que um funcionário da empresa pediu socorro. A passageira ficou sem assistência por mais de uma hora, esperando por uma ambulância”, informou. 

O promotor de Justiça e diretor do Procon do MP, Francisco Glauberto Bezerra, disse que o caso, que pode configurar acidente de consumo, será apurado também pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Bayeux e que vai acionar a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). 





Com assessoria

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